Atribulado

Tristeza
invade meu ser.
Foge-me
à vontade de viver.
Sem
esperança, chora meu coração.
Lagrimas
doídas, grande sofrer.
Olho
a minha volta a procurar.
Uma
saída, tenho que achar.
Na
escuridão de minha alma.
Somente
mais dor consigo encontrar.
Perseguido
e humilhado.
Pelos
homens desprezado.
Meus
ombros estão cansados.
Peso
difícil de carregar.
Já
sem força, combalido.
Joelhos
trôpegos, caído.
Rosto
em terra, abatido.
Elevo
os olhos, começo a orar.
Peço,
Senhor Deus.
Sei
que amas os que são teus.
Estende
tua mão forte.
Muda
minha sorte.
Senão,
consumido pelos homens.
Serei
lançado à própria morte.
De
modo que, jogado à sepultura.
Nada
mais poderei sentir.
Nem
tristeza ou esperança.
Nem
lagrimas de amargura.
Não
poderei mais a ti orar.
Nem
teu santo nome invocar.
Adorar
não me será possível.
Nem
contigo me relacionar.
Pois
de dentro da sepultura
Não
há saída, não se pode voltar.
Senhor,
enquanto em mim existir um alento.
Um
fôlego de vida a minha carne, apegado.
Muda
meu destino, perdoa meu pecado.
Com
o seu sangue, encobre meu passado.
O
senhor, disse que por mim se entregou.
Deixou-se
matar pregado em uma cruz.
Que
seria minha remissão, minha luz.
Resgata
minha vida, amado Senhor Jesus.
Poderei
então, frente a grande multidão.
Falar
do teu amor, do teu perdão.
Gritar
com toda a força de meu pulmão.
O
Senhor é o Deus da minha salvação.