
Carta de um anjo.
Observo por uma eternidade.
Um mal que se abateu sobre toda a
humanidade.
Perderam
a visão, procuram suprir, entender.
A suas dores reverter, compreender as razões
de viver.
Existe um buraco no coração humano.
Enorme, escuro, vazio, é frio lugar.
Causa enorme dor, angustia, aflição.
Ansiedade é sintoma, condição.
Sofrimento sempre presente, depressão.
Leve ou grave, varia com a circunstância,
mover da vida.
Aumenta ou diminui entre alegria e
tristeza.
Oscila entre momentos de esperança ou
incerteza.
Com a razão se pode discerni-lo, impossível
controlá-lo.
Sempre latente, se pode maquiá-lo, impossível
tampá-lo.
Muito buscam nas drogas um abrigo, alivio
ao sentimento.
Mais rejeitados ainda, são lançados ao
esquecimento.
Acabam num verdadeiro exílio,
abandonados.
Aqueles por quem buscam ser amados.
Também sofrem, tem cada um seus próprios
buracos.
Cada um buscando lidar, aprender sua lição.
Salvar-se cada qual, de sua própria
situação.
Compreender a existência, do viver a razão.
O buraco tem um nome, seu nome é rejeição.
Ele tem começo, foi logo depois da criação.
Seu criador foi um homem, seu nome era Adão.
Seu erro tinha um nome, pecado, rebelião.
Gerados a imagem e semelhança do
criador.
Feitos para se relacionar, amar e adorar.
Do seu fôlego receberam o dom de
respirar.
De seu interior saíram, para ele querem
voltar.
Buscam na amizade e no amor.
Formas de tampar o buraco, aliviar a dor.
Porém existe um mistério.
O buraco humano tem o tamanho do criador.
Sua ausência é que causa de tanta dor.
Falta um pedaço em vosso ser.
Assim com a costela que volta a Adão.
A alma gêmea que completa a criação.
Traz ao homem sentido de realização.
Alivia em parte, diminui a rejeição,
sua dor.
Essa é uma dica importante, similitude há,
direção.
Da parte do criador.
A mulher também, sem um homem para amar.
Não consegue plenamente se realizar,
completar.
Pode-se confundir, negar a própria existência.
Mais nunca conseguirá aplacar a consciência.
Tanto homem quanto mulher.
Sofrem do mesmo mal de rejeição.
Um busca no outro a solução.
Se machucam, a cura está no criador.
Somente se cura a rejeição.
Eliminando o pecado, a rebelião
Quando se volta ao estado original da
criação.
Se aproximando do que nos faz completo.
Da parte de Deus todos saíram.
Passam suas vidas fugindo.
Sem quererem compreender.
Ele é um com você.
Deus criou o homem, depois a mulher.
Nesta ordem os criou, usando seu amor.
O homem precisa estar presente no
criador.
Sem Deus nunca será repleto, curado da
dor.
A mulher precisa do homem, em comunhão
com o criador.
Nesta condição a mulher se realiza,
completa a criação.
Os dois juntos conseguiram cumprir em
harmonia a ordenança.
Crescei e multiplicai-vos, este é o
significado da aliança.
O homem se completa em Deus, a mulher no
homem.
Os três em comunhão, completam perfeita
união.
Deus, homem e mulher, é assim que ele
quer.
Foi essa a essência de toda a criação.
Antes porém devemos entender.
Somos escravos dá situação
Naturalmente a Deus não vamos buscar.
Ficamos perdidos, fugindo a vagar.
O que fica a nos prender?
O pecado é poderoso, bicho tinhoso.
Nos prendeu em rejeição, rebelião.
O que Deus fez contra essa situação?
Sabedor que presos em perdição estão.
Homem é mulher sem sua comunhão.
Por amor, não se furtou a sua condição.
Se esvaziou, fez carne, habitou entre
nos.
Venceu o pecado, a rebelião, obediente.
Se entregou em troca da gente, pagou o
resgate.
Disse não a condição de se rebelar,
sem culpa, morreu.
Por nós, vocês e eu.
Por seu amor trouxe equilíbrio entre
criatura e criador.
Restaurou o estado original para o qual
nos criou.
Podemos amar e ser amados, em comunhão
com ele estar.
Pois ponto final a rejeição, deixou-se
ser morto.
Por ato de amor e justiça, vivo esta,
ressuscitou.
Jesus de Nazaré, é Deus, foi homem, se
deu a conhecer.
Esta vivo, é revelação da redenção,
plano de restauração, é salvação.
Não se sinta mais rejeitado, seu pecado
foi perdoado.
O buraco já foi tapado, para isso basta
aceitá-lo como salvador.
PS: De um servo com amor, da parte do
Criador.
Poema: Orlando Dardenne
16/05/2002